A Patagônia Argentina foi uma escolha de última hora, resultado de um orçamento apertado e poucos dias disponíveis para férias. Apesar da região não ser um destino barato, consegui montar uma viagem de poucos dias, que saía de São Paulo no dia 12 de janeiro e voltava oito dias depois. Na ida e na volta, fiz uma parada em Buenos Aires, com pernoite, pois não existem voos diretos para El Calafate. Ou seja, tive apenas seis dias em uma parte do mundo onde poderia facilmente gastar meses. Loucura? Um pouco, mas valeu a pena!

Por onde começar?

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A região mais meridional da América Latina se estende por 1,043,076 km² entre Chile e Argentina. Ao longo do país dos hermanos, seus destinos mais famosos são Bariloche, com seus resorts de ski e lagos de degelo; o glaciar Perito Moreno, em El Calafate; e Ushuaia, o “fim do mundo”, com passeios para observar pinguins.

Optei por dedicar a maior parte da minha curta viagem à uma cidade um pouco menos turística, mas considerada a capital do trekking na região: El Chaltén. Eu poderia chegar lá de carro percorrendo a Ruta 40. Ou, ainda, atravessar a fronteira do Chile a pé via Vila O’Higgins, depois de uma expedição pela Carretera Austral. Essas ideias, no entanto, ficaram para uma próxima viagem.

Chegar de avião em El Calafate é a opção mais óbvia. Aproveitei para conhecer a cidade e visitar o glaciar Perito Moreno. No avião, você percebe que o público da cidade, um dos pontos de partida para os passeios da região, é dos mais variados: desde jovens mochileiros até grupos de terceira idade em excursões, passando por famílias com crianças pequenas. Boa parte dos mochileiros, como eu, iria se aventurar nos caminhos um pouco menos percorridos no sopé do Fitz Roy, em El Chaltén.

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Laguna de los Tres, em El Chaltén.

Quando ir?

O período mais indicado para ir para El Calafate e El Chaltén é o verão, entre novembro e abril. Nessa época, os ventos que varrem a Patagônia são acompanhados de dias de sol, com temperaturas que, quando eu estive lá, variavam entre 11° a 15°C durante o dia. Não consigo imaginar uma viagem durante o inverno sendo muito agradável, nem para pessoas que, como eu, adoram o frio. A força do vento é surpreendente e, nas áreas de trilha, em El Chaltén, pode ser perigosa.

Janeiro, quando eu fui, é a alta temporada: os dias são longos e todos os passeios estão disponíveis, principalmente no que diz respeito a El Chaltén.

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Desembarque para mini-trekking no Perito Moreno.

O que levar na mala?

Mesmo no verão, prepare-se para levar luvas, gorro, cachecol, fleece e casaco impermeável. Aliás, invista no impermeável. Sapatos antiderrapantes e que aguentem chuva e até mesmo uma calça impermeável são itens interessantes para quem vai fazer os passeios mais “aventura”. Protetor solar e labial e óculos de sol são essenciais.

Dinheiro?

O peso argentino é a moeda oficial, mas nos hotéis e em alguns restaurantes é possível usar o dólar. Não existe casa de câmbio em El Calafate nem em El Chaltén (informação de janeiro de 2017), portanto é importante chegar lá com pesos, principalmente em El Chaltén, onde não vi nem mesmo caixas eletrônicos. Em El Calafate, na rua principal, existe o Banco Nación e o Banco Tierra del Fuego, mas o horário de funcionamento deles coincide com o dos passeios.

Dessa vez, troquei dinheiro no Aeroparque, em Buenos Aires, porque a taxa de câmbio estava vantajosa, mas na Argentina é comum os hotéis (e alguns restaurantes) fazerem câmbio também. Nunca tentei trocar dinheiro no câmbio informal.

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Guia caminhando sobre o Perito Moreno.

É seguro ir sozinha?

Quando estava organizando essa viagem, uma das principais dúvidas que tive foi se era seguro ir sozinha. Estou acostumada a viajar desacompanhada para a Europa e sei que, na América Latina, os cuidados de uma viajante solo devem ser redobrados. Além disso, o fato de que eu faria caminhadas em locais desertos exigia atenção. Encontrei alguns posts sobre o tema (o relato da minha xará foi dos que eu mais gostei) e todos diziam que era seguro, fato que posso confirmar. Não senti medo em nenhum momento. Todos foram educados e não me senti ameaçada caminhando pelas ruas. A curiosidade ao verem uma mulher viajando sozinha é comum, mas o máximo que rendeu foi assunto para conversa.

Por precaução, fechei dois passeios guiados – algo que nunca havia feito. Um era o mini-trekking no Perito Moreno (que só existe em grupos, então faria mesmo se estivesse acompanhada). O outro, foi para a maior caminhada que pretendia fazer em El Chaltén, o caminho para a Laguna de los Tres. Conto mais sobre eles nos próximos posts.

E você, já visitou a região? Conte-nos o que achou nos comentários!

Mapa de links:

El Calafate e Perito Moreno

El Chaltén – Dicas Gerais

El Chaltén – Dia 1 – Mirador de los Cóndores e Chorrillo del Salto

El Chaltén – Dia 2 – Laguna de los Tres

El Chaltén – Dia 3 – Laguna Torre

4 comentários em “Patagônia Argentina: selvagem e inesquecível

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