Uma viagem a Cuba é diferente de qualquer outra que você vai fazer. Desde a revolução, quando o país se fechou para o restante do mundo, poucas são as notícias a chegar de lá. Isso tem seu lado positivo: ao contrário da maior parte das capitais mundias,  não somos bombardeados com fotos de seus principais pontos turísticos. A cidade ainda guarda seus segredos, que são descobertos por cada viajante ao chegar. Sim, os carros antigos são um charme, mas também são lindos os sobrados, as construções de influência moura (em Cuba, quem diria!), os belos prédios e fortalezas espanholas, o pôr do sol no Malecón, o sorriso caloroso dos cubanos e seus abraços apertados.

Independente da sua orientação política, vai aproveitar melhor Havana quem for capaz de caminhar com tranquilidade pelas ruas, absorver seus detalhes, aproveitar a simpatia cubana para conversar sobre de tudo um pouco – e, se você for brasileiro, o papo provavelmente vai começar por novelas ou futebol.

Tivemos a oportunidade de ficar seis noites em Havana e recomendo esse período para quem quiser conhecer a cidade com calma e aproveitar para visitar Viñales e as plantações de tabaco. Quem estiver com o tempo mais contado, no entanto, não precisa se preocupar: preparamos um roteiro redondinho, com dicas dos locais imperdíveis da capital cubana.

Para começar, já leu nossas dicas sobre onde ficar em Havana?

Dia 1: Habana Vieja

Habana antiga
Mapa de Havana Vieja

Impossível chegar à Havana e não se render ao charme das ruas estreitas de Habana Vieja. Uma mistura de Paraty com cidades históricas mineiras, o bairro, na região do Castillo de la Real Fuerza (marcado como “Parque”, no mapa acima), surpreende pelo esplendor das construções coloniais espanholas.

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Castillo de la Real Fuerza

Sugerimos começar o passeio pela Plaza de Armas, onde, além do Castelo, é possível observar o Palácio del Segundo Cabo, o Palacio de los Capitanes Generales/ Casa de gobierno e o Museu de História Natural. De lá, desça a Calle Ofícios até a Plaza de San Francisco. Próxima ao porto da cidade, a praça foi construída no século XVI e abriga uma igreja de mesmo nome. É interessante notar nessa região as casas construídas com influência moura – algo desconhecido para mim de haver chegado à Cuba.

 

 

 

Em seguida, siga a Calle Ofícios até a rua Muralla para chegar à Plaza Vieja, que de “velha” tem pouco, já que passou por bastantes renovações. Retorne pela Calle Mercaderes (repleta de museus gratuitos: Casa de Asia, Armería 9 de Abril, Casa de Africa, Museu de Simón Bolívar, Casa de Méximo Benito Juarez) até a Obispo – a via mais turística do bairro.

 

 

 

Quando na Obispo, visite a farmácia-museu Taquechel, com seus frascos antigos, máquina registradora e mobiliário original do século XIX. Esta rua vai te levar direto para o Bar Floridita, point de Ernest Hemingway para tomar o daiquiri, drink inventado no local. O bar vale a visita, mas cabe destacar que trata-se de um local extremamente turístico. O daiquiri custa bem menos nos bares e restaurantes “convencionais”.

Drinks bebidos, você pode continuar até o Parque Central, da onde é possível ver o belo Grande Teatro de Havana e o Capitólio.

 

 

 

Se você começou sua caminhada cedo, provavelmente já está com fome. Para almoçar, recomendamos o El Patchanka, na calle Bernaza, em frente à Plaza del Cristo, entre Lamparilla e Teniente Rey.

Ainda em Habana Vieja, mas já no limite do bairro com Habana Central, está o Paseo de Martí. A grande calçada central é ponto de encontro de várias “tribos”: os jogadores de futebol, os skatistas, os patinadores… porque em Cuba brincar na rua ainda existe. Desafio quem tem idade suficiente para ter brincado na rua quando criança a não se sentir um pouco nostálgico.

 

 

 

Caminhe em direção ao Malecón até o Castillo de San Salvador de la Punta, onde é possível ver o Castillo del Morro bem de perto e ter uma vista belíssima de todo o beira-mar havanense. Se tiver sorte (como nós) de assistir ao pôr-do-sol durante um dia de ressaca, verá também um espetáculo digno de aplausos (mas isso pode ser a carioquisse falando mais alto).

 

 

 

Para completar o passeio em Habana Vieja, vá até a Bodeguita del Medio e beba um mojito ao som de música cubana. O bar parece pequeno (e é), mas tem um segundo andar para aqueles que pretendem fazer refeições. Bem próximo do bar, que também era frequentado por Hemingway, está a Plaza de la Catedral.

 

 

 

Se sobrar energia, termine a noite na Fábrica de Arte Cubano (aberta de quinta a domingo, das 20h às 3h). Localizada no bairro do Vedado (Calle 26, entre 11 e 13), a FAC reúne galeria de arte, bar, restaurante, danceteria e casa de shows e atrai tanto turistas quanto cubanos. Você pode conferir a programação do dia pelo Facebook deles.

Antes de cair na night, sugerimos provar o pescado do Karma (Calle 24, entre 21 e 23), onde fizemos nossas melhores refeições em Cuba, e tomar um drink (o terceiro do dia, pode?!) no El Cocinero, o moderninho que fica no complexo da Fábrica de Arte Cubano.

Está indo para Cuba e quer dicas do que fazer? Manda uma mensagem para a gente e acompanhe nossas postagens. Em breve, publicaremos os posts para os dias 2 e 3 em Havana.

Mapa de links
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Seis destinos pouco conhecidos – e imperdíveis – em Cuba
Onde ficar em Havana?
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