Salar de Uyuni, o famoso deserto de sal de mais de 10 mil km² da Bolívia, foi a segunda parte da viagem que fiz em janeiro de 2017 e que começou no Deserto do Atacama (confira o post) e terminou na belíssima capital do Chile. Posso garantir que não é uma viagem fácil, ainda mais se você não estiver acostumado com um estilo mais roots de viajar, mas garanto ser possível fazer uma viagem incrível e com um nível de “perrengue” aceitável.

Quando ir?

A época seca vai de maio e setembro, o que garante tempo bom e firme por toda a viagem. Já o período de novembro a março é de chuvas na região, o que pode atrapalhar a sua viagem, mas é também quando o Deserto de Sal ganha contornos surreais. Explico: a fina camada de água que forma-se sobre o chão transforma-se em um espelho, refletindo o céu.

uyuno9

Como percorrer o Salar?

Existe a opção de tour privativo, mas, a não ser que você esteja com dinheiro de sobra, você vai viver e passar por perrengue dormindo em hostels com estruturas mínimas de conforto. Não tem problema, a beleza do lugar compensa.

Fechamos nossa viagem com a empresa Estrella del Sur. Fizemos o passeio tradicional, de 4 dias e 3 noites, e não nos arrependemos. O valor não é barato e é quase tabelado entre as agências: 190 dólares.

O pacote incluía:

– micro-ônibus na parte da fronteira do Chile até a Bolívia e uma Toyota 4X4 na Bolívia;

– três noites de acomodação em hostels e uma noite no hotel feito de sal;

– três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e bebidas durante as refeições

– botijão de oxigênio disponível para os que passassem mal com a altitude, que pode superar os 5 mil metros em alguns lugares.

Não estava incluído no pacote:
– entrada do Parque nacional Reserva (150 pesos bolivianos)
– Parque Nacional Isla Inca Huasi (o ingresso é comprado à parte, na bilheteria, e também dá direito ao uso do banheiro no local – 30 pesos bolivianos)
– taxa da fronteira de saída da Bolívia (15 pesos bolivianos)

DICA 1: As refeições são bem simples e não existe parada durante o passeio. Leve biscoitos e muita água.

DICA 2: O primeiro hostel não tinha chuveiro (é parada de quase todas as excursões). Levamos lenços umedecidos, que também foram ótimos para o dia a dia.

DICA 3: Leve um remédio para dor de cabeça e não dispense as folhas de coca. A altitude pode ser difícil nos primeiros momentos, mas você vai se acostumando.

OBS: Os lugares por onde passam os passeios não têm banheiros, logo você utilizará o modo Inca de viver.

Roteiro:

1° Dia – Saída às 7h30min

No primeiro dia, partimos de San Pedro do Atacama em direção à fronteira com a Bolívia. O processo de imigração é tranquilo, só com apresentação do passaporte. Nesse momento, trocamos o micro-ônibus que nos levou até esse ponto do trajeto por um Jeep com capacidade para 6 pessoas.

 

Já saindo da região de fronteira, tem início a Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, onde fizemos nossa primeira parada, nas lagunas  Blanca e  Verde.

16105945_1221021507975910_7332764046162734098_n
Laguna Verde

thumbnail_image2 Lagunas Blanca

Ainda dentro da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, é realizada a visita aos gêiseres do Sol de Manãna. É uma área de intensa atividade vulcânica. A hora mais recomendada para visitação é ao amanhecer, quando o ambiente está mais frio e a força das águas é maior. Mas, como nós estávamos vindo do Atacama e passamos por outros pontos turísticos antes, chegamos mais ou menos na hora do almoço.

Ps: É frio!!

thumbnail_image1Gêiseres do Sol de Mañana

Por fim, a Laguna Colorada possui um tom avermelhado devido aos sedimentos e pigmentos de algas que vãos de tons marrons até vermelho intenso. É um lugar onde podemos encontrar muitos flamingos se alimentando.

laguna colorada

image3

O pernoite foi no Hostal Waylla Jara, com quartos compartilhados. O Hostel é bom, mas fica no meio do nada. A energia é interrompida à meia noite. E na hora do banho … bem, não tem chuveiro. Nessa hora, o lencinho umedecido é a salvação.

2° Dia – Saída às 8h

Durante o trajeto, passamos pelo Deserto de Dalí, localizado ao sul da região de Potosi, dentro ainda da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa e com uma altitude média de 4 mil metros. A paisagem é tão surreal, que pedimos para o motorista parar algumas vezes para tirar fotos

dali

Seguindo viagem, passamos pelo Deserto de Siloli e paramos (como todos os que passam por lá) na Árbol de Piedra –  uma formação rochosa que ganhou forma de árvore devido à erosão do vento.

Arbol de Piedra

 

Durante o dia, o pessoal da agência montou o almoço no meio do deserto. Sensacional!!

Durante esse trecho da viagem ainda passapor por outra lindas paisagens!!

15978033_1220903957987665_4334776224898374868_n

Laguna Chearkota

15940942_1221021817975879_7026625686396850418_n

Laguna Hedionda

15977469_1221021667975894_8422126688616009659_n

Muitos Flamingos na Laguna Canapã

 

No final, passamos por um lugar que tem wifi. Lógico que aproveitamos, né?! Rs

Foi o único momento que entramos em contato com o mundo, mas teve que ser bem rapidinho. O valor do acesso é cobrado por minuto.

uyuni 2

O pernoite foi em Villa Martin, no Hotel de Sal Tambo Loma. Foi uma experiência diferente. Não existe uma boa estrutura de hospedagem, mas pelo menos nesse hotel havia chuveiro (sem banho quente). A energia também era cortada à meia noite.

3° Dia (finalmente o Salar) – Saída às 5h30min

Começamos o dia com a visão mais surpreendente da viagem: o nascer do sol no Salar de Uyuni. A viagem é realmente incrível. Como fomos em janeiro, período de chuva (e sim, choveu horrores), conseguimos ver o salar como se ele fosse um espelho. Posso dizer que me senti no céu.

Nesse período, o Salar fica com 30 cm de água, criando um espelho. É uma das paisagens mais fantásticas do planeta.

15965220_1221022417975819_5125687017230848718_n

Saída 5:30 da manhã

uyuni7
Nascer do sol mais lindo
uyuni6
Amigos de várias nacionalidades – França e Espanha
uyuni3
No céu!
image4
No final da travessia do Salar

Em seguida, seguimos para:  Museo de Sal, Minas de Sal e o Cemitério de Trem.

uyuni 11
Durante o trajeto, vimos muitas mulheres trabalhando

A viagem já estava chegando ao fim. À tarde, às 16h, fizemos o traslado Uyuni – Villa Mar (3 horas de viagem),  antes de voltar para o Atacama.

Voltamos com uma chuva intensa e, pra deixar mais emocionante, os carros não conseguiam passar pela estrada devido aos buracos. Nosso motorista teve que pegar uma vara para medir o buraco que estava encoberto de água. E a chuva não dava trégua. Momento perrengue real da viagem.

Chegamos no destino depois do previsto e exaustos! O pernoite foi em outro hostel que já estava incluído no pacote, dessa vez com banheiro e dormitórios compartilhados.

4° Dia – saída às 5h

Final de viagem. Estava cansada, porém encantada com todos os lugares que passamos. O final da travessia do Salar de Uyuni terminou para mim de volta à San Pedro de Atacama, aonde cheguei às 13h.

Está indo para o Salar de Uyuni e quer dicas? Manda uma mensagem para a gente! Se já foi a esse lugar incrível, conta para a gente o que achou!

Mapa de links
Atacama: a viagem dos sonhos
Atacama em três dias

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s